Banda Sinfônica de São Paulo tem seus músicos demitidos

Com alegações de que o governo do estado de São Paulo não pede bancar o orçamento da Banda Sinfônica, 64.

Com alegações de que o governo do estado de São Paulo não pede bancar o orçamento da Banda Sinfônica, 64 músicos foram demitidos este ano. Músicos que já estavam fazendo protestos contra os cortes na verba disseram não entender medida que economiza apenas 0,4% do valor total investido na Banda.

Marcos Sadao Shirakawa, o maestro da Banda Sinfônica a vários anos é o único funcionário que foi mantido em seu cargo. O motivo da permanência do maestro não foi informado.

Ainda de acordo com o Sindicato de Músicos Profissionais do Estado de São Paulo, os 65 músicos remanescentes só serão chamados para cobrir eventos que tenham patrocínio do setor privado.

Durante todo o ano passado os músicos da Banda se manifestaram em suas redes sociais afirmando que os recursos estavam bastante escassos e que precisavam de mais verbas para continuar com as atividades. No final do ano passado as demissões começaram e alguns funcionários tiveram seus salários atrasados.

Em dezembro todos os funcionários da Banda sinfônica foram informados através da Organização Social da Cultura de que o projeto cultural chegaria ao fim.

Em algumas manifestações em eventos públicos os músicos conseguiram com que alguns deputados estaduais se envolvessem no problema ajudando com um recurso de 5 milhões de reais. Porém o valor só manteria a banda por alguns meses.

O recurso foi congelado pelo governo de São Paulo. A Secretaria da Cultura publicou uma nota afirmando que a verba não seria liberada por causa de um decreto do estado.

No início deste ano várias tentativas de manter a banda sinfônica foram realizadas, mas nenhuma obteve êxodo. Audiências públicas na Assembleia Legislativa, tentativa de negociação diante o Ministério Público, manifestações e protestos em redes sociais.

Em reportagem exibida na Rede Globo no mês passado os músicos entrevistados declararam que a Banda Sinfônica ainda tinha uma importância muito grande para a evolução da música no estado e que empregava inúmeros jovens que sonhavam em trabalhar com a música. Os funcionários disseram que o corte de recursos afetaria a produção cultural, e que isso deveria ser confrontado a todo custo, mesmo que isso significasse um corte no salário.

A Secretaria afirma que os músicos vão assinar uma carta de demissão ainda este mês, e que o recurso que antes era usado para pagar seus salários agora será utilizado no projeto social Guri. Um projeto que oferece aulas de música para 53 mil crianças e jovens carentes.

 

 

This article was written by BeaC.