Brasil está em 4º lugar no combate ao câncer, porém com déficit de tratamento

Segundo um estudo da revista The Economist encomendado pela farmacêutica Roche, o Brasil está em 4º lugar na América Latina.

Segundo um estudo da revista The Economist encomendado pela farmacêutica Roche, o Brasil está

em 4º lugar na América Latina no controle de câncer, porém existe um grande déficit de acesso ao tratamento com radioterapia. A radioterapia é de extrema importância no tratamento e ajuda aumentar as chances de vida dos pacientes que possuem a doença.

O país dividiu o 4º lugar com o México em 17 pontos dos 30 que eram possíveis. Os primeiros colocados foram o Uruguai, Costa Rica e Chile. O país mais mal avaliado entre os 12 analisados foi à Bolívia, com 440 mil novos casos todos os anos e com uma taxa de mortalidade de 103 para cada 100 mil habitantes, segundo dados da Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer.

As informações são de 2012 e deixa de fora os casos de câncer de pele. O câncer mais comum entre os homens é o de próstata e entre as mulheres o de mama.

Em relação à estratégia, o Brasil teve a melhor avaliação, destacando o sistema de saúde pública que é gratuito e as ações de combate ao tabagismo com planos específicos para doenças crônicas e o câncer de útero.

É necessário mais do que ter um bom planejamento, destaca o médico do Hospital Samaritano do Rio de Janeiro, Luís Fernando Corrêa. Ele ressalta que não adianta nada um plano que não sai do papel, como o que pretendia fazer a expansão da radioterapia no Sistema Único de Saúde em 2012.

Corrêa conta que apenas um dos oitenta aparelhos que foram prometidos foi instalado no período prometido e mesmo após cinco anos a realidade brasileira ainda continua um caos.

O Ministério da Saúde diz ter entregado cinco aparelhos utilizados na radioterapia, e afirma que o Brasil ainda possui 286 aparelhos de radioterapia, 237 aceleradores e 49 cobaltos. O Ministério disse em nota que vem trabalhando a frente para melhorar o atendimento aos pacientes.

O Brasil tem programas de prevenção e identificação bons que incorporam as novas tecnologias na rede pública, porém falha na oferta e em investimentos.

Outro ponto negativo do Brasil no tratamento é o custo e os medicamentos, de acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Sergio Simon.

 

This article was written by BeaC.