Cenário de incerteza no Brasil prejudica futuro da economia

Com a mudança na Presidência do Brasil ocorrida em 2016, o país finalmente teve uma melhora na economia. Começou em.

Com a mudança na Presidência do Brasil ocorrida em 2016, o país finalmente teve uma melhora na economia.

Começou em 2017 uma desaceleração da inflação, diminuição da taxa de juros, crescimento do PIB, redução da taxa de desemprego e consequentemente aumento dos investimentos e do consumo das famílias.

Mas o cenário pode perder essa força e mudar muito nos próximos dias por conta dos últimos acontecimentos, que instalaram uma crise política e consequentemente econômica no país.

De acordo com economistas, a crise pode até segurar a economia como está, mas o crescimento esperado para 2018 tende a ser freado.

Isso pode acontecer porque com a atual situação, investidores e empresários devem perder a confiança no Brasil e deixar de investir. Sem a certeza do que vai acontecer com o país, qualquer tipo de investimento pode gerar uma perda muito grande de dinheiro para qualquer empresário.

Além disso, as reformas trabalhista e da Previdência no Congresso, estratégias para o governo acertar as contas públicas e reduzir o déficit fiscal, devem ter um atraso. De acordo com Otto Nogami, professor de economia do Insper, é muito difícil que as reformas sejam aprovadas nesse cenário de incertezas, e mesmo que haja troca do governo, um novo presidente não teria força política suficiente para avançar nesses temas e assim garantir o crescimento em 2018.

As perspectivas para melhoria do desemprego também são pessimistas. Sem uma economia estável, as empresas perdem clientes e o desemprego tende a crescer. Além disso, o momento de incerteza faz com que as vagas que eventualmente surjam nas empresas sejam repensadas e muitas vezes canceladas, o que diminui as chances de empregar mais pessoas.

Para Nogami, os juros também não devem abaixar. Segundo ele, o Banco Central tende a ter maior cautela ao reduzir os juros básicos da economia (taxa Selic).

De acordo com Alexandre Espírito Santo, economista da Órama Investimentos e professor do Ibmec do Rio de Janeiro, o Banco Central ainda pode cortar juros, mas de forma mais cuidadosa, entre 0,5 e 0,75 ponto percentual, que é inferior ao corte estipulado na última reunião do Copom, o Comitê de Política Monetária, que seria de 1 ponto.

Para piorar o cenário, o dólar, um item essencial para a política monetária, mexeu muito nos últimos dias e a cotação subiu mais de 8%. Assim, cada vez mais fica difícil de investidores de fora do Brasil confiarem no país e fazerem aqui seus investimentos.

Além disso, a desaceleração do processo de corte da taxa Selic também prejudica muito a economia, uma vez que os altos juros fazem com que os empresários evitem pedir empréstimos para investimentos, além de encarecer as intenções dos consumidores ao adquirirem bens e produtos através de financiamentos.

 

 

This article was written by BeaC.