Especialistas e jovens estudantes discutem sobre a nova reforma da educação

A reforma do ensino médio foi sancionada pelo atual presidente do Brasil, Michel Temer em fevereiro deste ano. São mudanças.

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A reforma do ensino médio foi sancionada pelo atual presidente do Brasil, Michel Temer em fevereiro deste ano. São mudanças no currículo e na carga horária que devem começar a ser implantadas a partir do ano que vem. Um evento em São Paulo discute a reforma e modelos de ensino em outros países, com a participação de especialistas em educação e dos maiores interessados: os estudantes.

O destaque é foi a exibição do documentário “Nunca me sonharam”, de Maria Farinha Filmes. O documentário mostra a realidade do ensino médio público em várias partes do Brasil. O estudante Felipe Lima, é um dos personagens e participou de um debate no dia 21 de junho sobre a flexibilização do ensino aprovada pelo governo federal.

“Eu acredito muito em uma flexibilização que ouçam os jovens, que seja proposta pelos jovens, pois quem entende a realidade dos jovens e as suas necessidades são eles mesmos”, explica Felipe.

Uma das principais mudanças proposta pela reforma é o aumento da carga horária do ensino médio que vai passar aos poucos das 800 horas atuais, para 1400 horas de aulas. O objetivo é incentivar a implantação de escolas em tempo integral. Os alunos também escolherão de acordo com a oferta entre cinco áreas diferentes: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou uma formação técnica.

As escolas só serão obrigadas a oferecer uma das cinco áreas, a maior parte do currículo do ensino médio será preenchida por disciplinas definidas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A outra parte das disciplinas será escolhida pelo aluno. O currículo base ainda está em discussão no Ministério da Educação será encaminhado para o Conselho Nacional de Educação (CNE) no segundo semestre de 2017.

A conselheira chefe da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) Elizabeth Ford, defende a escolha das áreas como uma forma de estimular os estudantes brasileiros. Mas não é uma mudança que deve ser feita do dia para a noite.

“A reforma é um desafio para qualquer governo, sendo que é necessário preparar os professores em quantidade suficiente e também administrar esse ensino para que todas as comunidades tenham essas opções de escolhas. Não só os estudantes de estados privilegiados como o estado de São Paulo, mas também em áreas de difícil acesso como no Amazonas, por exemplo”, explica a conselheira chefe.

Uma preocupação que aflige a estudante Thaianne de Souza. “Em muitos estados há uma carência de professores em determinadas matérias, então quando eu escolher alguma área de conhecimento, quem vai me garantir que essas carências irão ser supridas e que o meu direito de escolha realmente irá ser respeitado?”

A qualidade do ensino é crítica, mas não apenas no ensino médio. A educação básica em 2016 foi de apenas 3,7 pontos. Bem longe de atingir a média estabelecida para 2021 que é de 5,2 pontos. “O foco deve ser no básico, fazer um ensino básico de maneira correta para ter um ensino médio com uma base de conhecimento forte, mas que não é o caso do Brasil de hoje”, reforça a conselheira chefe.

 

This article was written by BeaC.