Estudo sugere que as pombas assimilam tempo e espaço como os seres humanos

Um novo estudo publicado pela Current Biology no dia 4 de dezembro de 2017, revelou que as pombas podem de.

Um novo estudo publicado pela Current Biology no dia 4 de dezembro de 2017, revelou que as pombas podem de fato serem muito mais inteligentes do que nós julgamos que elas fossem. Segundo o estudo sobre a inteligência desses animais, a forma com que as pombas lidam com noções de espaço e tempo é a mesma que os macacos e nós humanos lidamos.

Esta é a descoberta mais recente sobre o falso julgamento que fazemos em relação aos outros animais considerados “de ordem inferior”, como é o caso dos répteis, dos peixes e das aves. Isso só reforça ainda mais que esses animais possuem a capacidade cognitiva muito semelhante a dos seres humanos, considerados “animais de ordem superior”.

O professor de psicologia experimental Edward Wasserman da Universidade de Iowa, revelou sobre o estudo que a habilidade cognitiva das pombas já pode ser considerada muito próxima a de primatas, podendo ser humanos ou não-humanos. Wasserman ainda considera que os sistemas nervosos dessas aves apresentam grande importância, por isso não deveriam ser chamadas de “cérebro de passarinho”, como um termo pejorativo.

O estudo, segundo os pesquisadores, foi realizado a partir de uma tela de computador, onde foi apresentado uma linha horizontal por um período de 2 a 8 segundos para as pombas. O comprimento da linha divergia em alguns casos, sendo uma média de 24 centímetros de comprimentos, e alguns poucos casos de 5 centímetros.

Os pesquisadores alegaram que o experimento identificava sinais fornecidos pelas pombas. Esses sinais eram percebidos quando elas bicavam um de quatro símbolos visuais com o objetivo de indicar o comprimento da linha horizontal ou ainda o tempo em que a linha aparecia na tela. As respostas corretas das pombas eram recompensadas com comida.

A tarefa ainda ficou mais complexa quando os pesquisadores introduziram mais longitutidade na linha, fazendo com que as pombas ficassem confusas em relação ao tempo e espaço. Mas o resultado revelou que as pombas também se saíram bem nesse último teste.

O estudo que foi publicado revelou que as pombas possuíam certa compreensão em relação ao comprimento das linhas. As pombas que foram estudadas identificaram que as linhas mais compridas duravam mais tempo na tela, e as menores, duravam menos. Outros estudos parecidos foram realizados entre macacos e humanos, o que revelou que as pombas respondem da mesma maneira que os primatas.

 

This article was written by BeaC.