Fome no mundo tem aumento pela primeira vez após 10 anos segundo ONU

  Pela primeira vez após uma década, a fome no mundo aumentou e atualmente afeta 11% da população mundial devido.

 

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Pela primeira vez após uma década, a fome no mundo aumentou e atualmente afeta 11% da população mundial devido a conflitos, mudanças climáticas e problemas na economia, segundo dados da Organização Mundial da Saúde.

Em 2016 eram 815 milhões de pessoas passando fome no mundo, sendo 38 milhões a mais que no ano anterior, informou as cinco agências na primeira avaliação global desde que foram estabelecidas metas internacionais de como eliminar a fome e a desnutrição até 2030 é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

As pessoas afetadas pela fome teve aumento a partir de 2014, porém essa é a primeira vez em dez anos que a proporção da população que passa fome aumentou.

São ao todo 489 milhões de pessoas no mundo que passam fome em países afetados por conflitos. “Ao longo da última década, os conflitos aumentaram dramaticamente em número e se tornaram mais complexo e intratável em sua natureza”, relataram os diretores das cinco agências da ONU no relatório Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo de 2017.

“Isto acionou alarmes que não podemos nos dar o luxo de ignorar: não acabaremos com a fome e todas as formas de desnutrição até 2030 a menos que abordemos todos os fatores que minam a segurança alimentar e a nutrição”, afirmaram.

O Sudão do Sul no início de 2017 foi atingido pela fome e existe um grande risco de voltar ao país e atingir pessoas afetadas pelos conflitos, no nordeste da Nigéria, Somália e o Iêmem.

O diretor do Programa Mundial de Alimentos, David Beastey descreveu a situação como uma acusação contra a humanidade, “Com todos os sucessos da tecnologia e a riqueza, com certeza deveríamos estar indo na outra direção”.

As crianças que tiveram o crescimento afetado pela fome diminuiram de 29% em 2005 para 22% em 2016 e atualmente 155 milhões menores de 5 anos são afetadas. “Vemos que há um declínio, também sabemos que o declínio não é tão rápido quanto gostaríamos para atingir as metas dos ODS”, conclui o diretor de nutrição do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Victor Aguayo, (Unicef, na sigla em inglês).

 

This article was written by BeaC.