Fórmula do paracetamol estaria com vírus mortal?

As redes sociais têm proliferado a notícia de que o medicamento paracetamol, utilizado para tratar dores de cabeça e febre,.

As redes sociais têm proliferado a notícia de que o medicamento paracetamol, utilizado para tratar dores de cabeça e febre, estaria infectado com o vírus machupo, podendo ser mortal para quem o tomar. Não demorou muito e milhares de pessoas começaram a compartilhar “alertas” para que seus contatos deixem de tomar o remédio envenenado. Mas será mesmo que isso é verdade?

A notícia é falsa e só existe nas redes sociais. Os sites ou blogues que divulgaram a “desinformação” foram de caráter pessoal, muitas vezes apenas copiando a publicação disponível no WhatsApp ou Facebook e passando-a adiante.

Segundo a publicação conspiratória o medicamento com o vírus mortal receberia o nome de P/500, bem como seu autor pedia que quem lesse o alerta repassasse para todas as pessoas, finalizando a mensagem de uma forma religiosa e chamando os leitores de irmãos, a fim de gerar comoção e atrair mais pessoas para o falso alerta.

Um ponto importante a se ressaltar é que não existe o paracetamol P/500, mas sim o de 500 mg, costumeiramente usado no tratamento da gripe. Já o vírus machupo existe e a única forma de transmissão é através das fezes do rato comum nas áreas mais pobres da Bolívia. O vírus gera uma febre hemorrágica que pode ser fatal.

Este boato não é recente, embora grupos do Facebook com muitos membros tenham requentado o assunto nos últimos dias. O paracetamol começou a ser usado nas notícias falsas das redes sociais em 2015, quando ocorreu o surto de ebola. Na época, o mesmo texto foi usado em diferentes idiomas para afirmar que o medicamento estava transmitindo a doença. Em 2017 começaram a espalhar os mesmos textos, mas substituindo o ebola pelo vírus machupo.

Vale salientar que textos alarmistas pedindo compartilhamentos e sem informar as suas fontes são as características determinantes de mentiras virtuais. Muitos boatos cibernéticos, aliás, já saíram do patamar de colocar medo nos desavisados, para herar mal-entendidos e até linchamentos públicos. Por isso, cuidado com o que ver e compartilhar na internet, pois nem tudo é verdade.

This article was written by BeaC.