Governo de Portugal planeja transformar castelos em hotéis

Para contornar a situação de abandono em diversas construções históricas, o governo português acaba de lançar um novo projeto, através.

Para contornar a situação de abandono em diversas construções históricas, o governo português acaba de lançar um novo projeto, através do qual  investidores privados irão transformar antigos conventos e castelos medievais em hotéis,  em troca da preservação e revitalização dessas construções.

O projeto, nomeado de “Revive”, foi uma iniciativa conjunta dos ministérios da Cultura, Finanças e Economia do país para dar mais valor ao patrimônio histórico português, que tem desaparecido pela falta de cuidados com o passar dos anos.

Essas construções históricas estão espalhadas por todo o território de Portugal, incluindo o arquipélago de Açores, sendo que grande parte dos monumentos estão na região norte do país, onde era mais comum a construção de conventos e mosteiros, e podem funcionar como atrativos turísticos importantes para o país, um setor essencial da economia de Portugal.

Entre as cidades portuguesas que deverão ser beneficiadas com o projeto “Revive”, estão Coimbra, Caldas da Rainha, Cascais, Lagos, Amarante, Vila Nova de Cerveira e outras, sendo que algumas delas já se encontram em estado crítico de degradação, segundo o próprio governo português.

Entre as construções que precisam urgentemente de revitalização, estão o castelo de Portalegre, que data do século XIII, o Forte da Ínsua, que possui um convento construído no século XIV e o Convento de Santo António dos Capuchos, que data do século XVII.

Os escolhidos para revitalizar essas construções serão os investidores privados que trouxerem os melhores projetos. A concessão será por um período de ao menos 30 anos, podendo chegar a até 50 anos. Para auxiliar nesses projetos, o governo português irá habilitar uma linha de crédito de cerca de € 150 milhões. Além disso, os investidores ainda terão a chance de captar recursos com a União Europeia (UE).

O que não irá mudar com o projeto “Revive” será a propriedade dessas construções, que permanecerão sendo do Estado, e até mesmo os projetos de remodelação e modernização precisão ser previamente aprovados pelas autoridades portuguesas. Um dos responsáveis pela aprovação será o arquiteto Luís Antonio, que atua como o responsável do projeto de revitalização do Convento de São Paulo, que data de 1721, e foi o primeiro monumento a ter a concessão aprovada.

 

This article was written by BeaC.