Hiperplasia prostática benigna conta com novo tratamento cirúrgico

A hiperplasia prostática benigna (HPB), representa até metade dos homens com 50 anos de idade. Embora o nome pareça um.

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A hiperplasia prostática benigna (HPB), representa até metade dos homens com 50 anos de idade. Embora o nome pareça um bicho de sete cabeças, a HPB é apenas um crescimento desproporcional da próstata, e na maioria das vezes o mal se corrige sozinho. Apenas 30% dos homens que desenvolvem a HPB precisarão passar por procedimentos médicos.

 

É importante dizer que essa doença não tem nada a ver com o câncer de próstata. O que acontece, é que a glândula entra em um desbalanço, onde nascem mais células nessa região do que a quantidade de células que morrem. Fazendo com que a glândula fique maior do que o normal. A HPB só se torna um problema de verdade quando o inchaço começa a empurrar a bexiga ou apertar a uretra.

Daniel Moser, urologista da Unicamp – Universidade Estadual de Campinas, relatou: “Isso leva a sintomas como jato urinário fraco e intermitente, sensação de esvaziamento incompleto e vontade constante de ir ao banheiro, muitas vezes durante o sono”.

Segundo o especialista, se o problema desses casos mais graves não forem corrigidos, poderá ocorrer uma série de outros problemas, como infecções urinárias, e até mesmo a perda da função dos rins.

Felizmente hoje em dia já existem diversos métodos para tratar esse mal. O mais novo deles, envolve uma intervenção cirúrgica minimamente invasiva, que foi desenvolvida aqui no Brasil e tem alcançado grande reconhecimento em todo o mundo como uma alternativa para o tratamento da HPB.

O método cirúrgico é bastante simples. Ele é feito com a inserção de um cateter por uma artéria da virilha que viaja pelo sistema circulatório até alcançar a próstata. Quando o cateter entra em contato com a glândula, os médicos injetam micropartículas de resina, fazendo com que alguns vasos sanguíneos entupam, o que faz com que as dimensões da próstata fiquem em um tamanho normal.

Esse método traz diversos benefícios para a saúde do homem. “Como o procedimento exige apenas anestesia local, é possível dar alta ao paciente no mesmo dia, sem necessidade de internação”, revelou o médico urologista, Miguel Srougi.

Depois de dez anos de testes e projetos científicos em cima desse método, cerca de 300 homens já passaram pelo procedimento como uma alternativa de tratamento da HPB. O método já foi aprovado em toda a Europa e na Coreia do Sul. Outro que pode entrar para essa lista é os Estados Unidos, que pretende aprovar o método dentro dos próximos meses.

Aqui no Brasil, o método ainda é visto como uma segunda opção aos tratamentos mais convencionais para HPB segundo o CFM – Conselho Federal de Medicina. Segundo o órgão, o método só pode ser aplicado em ambiente cirúrgico com uma equipe de urologistas e radiologistas. Todos os profissionais devem ser treinados e certificados pelo Hospital das Clínicas de São Paulo.

This article was written by BeaC.