Marcio Alaor, do BMG, relata o alto preço dos combustíveis no Brasil

Em novembro de 2016 uma nova política de preços da gasolina e diesel foi anunciada pela Petrobras. De acordo com.

Em novembro de 2016 uma nova política de preços da gasolina e diesel foi anunciada pela Petrobras. De acordo com o novo direcionamento, os valores passariam ser reajustados a partir do preço do barril de petróleo e da variação cambial. Entretanto, o que acontece lá fora não está sendo refletido nas bombas de combustível, reporta o executivo do Grupo BMG, Marcio Alaor. Anteriormente, os reajustes estavam diretamente vinculados à política econômica do governo. Em outras palavras: o governo controlava os preços da gasolina e diesel – já o preço do álcool é livre.

A própria estatal comenta a situação: “A lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados. As revisões feitas pela Petrobras nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Isso dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente distribuidoras e postos revendedores”, noticia o executivo do Grupo BMG, Marcio Alaor. No outro extremo do processo, os donos de postos de combustíveis informam que as distribuidoras não repassam os valores mais baixos. Segundo Paulo Miranda Soares, presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustiveis) as distribuidoras utilizam como desculpa a alta no preço do etanol anidro nas usinas, para compensar os valores em queda nas refinarias. O etanol anidro compõe 27% da gasolina comum vendida no Brasil.

Gigantes dominam ¾ do mercado

Atualmente, 75% do mercado nacional de combustíveis está concentrado em três grandes empresas – Petrobras, Ipiranga e Shell. O percentual restante pertence a distribuidoras de menor porte, normalmente de alcance regional. Também existem aqueles denominados “postos de bandeira branca”, que, para conseguir preços mais atrativos, compram de vários fornecedores, noticia Marcio Alaor, do Grupo BMG. As distribuidoras locais, por comprarem combustíveis com uma frequência quase diária, conseguem repassar aos postos de bandeira branca, em geral, preços mais competitivos que os das grandes bandeiras. Entretanto, por desconhecer a origem do combustível, muitas pessoas evitam abastecer em postos sem bandeira.

Expectativas para o futuro

Já que o governo não regula mais os preços dos combustíveis, e eles dependerão da cotação do dólar e do valor do barril de petróleo lá fora, o que pode ser esperado num futuro próximo? De acordo com o economista André Braz, os efeitos desse vai-e-vem internacional devem impactar os preços de forma bastante sutil, relata o executivo do Grupo BMG, Marcio Alaor. Segundo esclarece Braz: “A gasolina pode continuar avançando um pouco se o petróleo continuar subindo. Mas a questão é que esse modelo de controle de preços de combustíveis é muito volátil. Então, dependendo do contexto, também pode recuar. Hoje, há muito mais facilidade nas revisões tanto para baixo quanto para cima”.

Para a Fecombustiveis a expectativa é de um restante de ano equilibrado – especialmente no tocante ao preço do barril. Conforme Paulo Miranda, a federação trabalha sem a perspectiva de uma grande alta no preço internacional do petróleo, reporta o executivo do Grupo BMG, Marcio Alaor.

 

 

This article was written by BeaC.