Michel Terpins noticia sobre projetos de restauração ecológica mundial

Estima-se que, atualmente, o número de hectares degradados espalhados pelo mundo afora supere os dois bilhões e que boa parte.

Estima-se que, atualmente, o número de hectares degradados espalhados pelo mundo afora supere os dois bilhões e que boa parte dessas terras se encontrem nas zonas temperadas e tropicais.

Diante destes dados, Michel Terpins, um dos sócios da empresa Floresvale, voltada ao reflorestamento ambiental, reportou que com o intuito de contribuir com a restauração do meio ambiente, há alguns anos, mais precisamente em setembro de 2011, durante uma reunião realizada na cidade de Bonn, na Alemanha, foi lançado o Desafio Bonn. Esta proposta internacional consiste em promover o restabelecimento da paisagem florestal por meio da restauração de milhões de hectares até o ano de 2030.

Em termos quantitativos, a ideia é trabalhar 150 milhões de hectares em áreas degradadas ou desmatadas até 2020 e 200 milhões em extensão adicional até 2030. O projeto ecológico contou com o comprometimento dos governos do Caribe e da América Latina em investir na restauração de 20 milhões de hectares até 2020, sendo este acordo parte da iniciativa 20×20.

Rodrigo e Michel Terpins relataram que o planejamento 20×20 pode oferecer benefícios não somente ambientais como também econômicos. Para Bethanie Walder, uma das diretoras da Society for Ecological Restoration, “investir na restauração ecológica faz sentido do ponto de vista econômico e também ecológico”.

Segundo os irmãos, a World Resources Institute (WRI) supõe que o investimento de US$1,15 bilhão a serem empregados na iniciativa 20×20 é capaz de proporcionar dentro dos próximos 50 anos cerca de US$23 bilhões. Se tratando da parte ecológica do projeto, para estes mesmos 50 anos mencionados anteriormente, foi estimada uma geração de aproximadamente cinco gigatoneladas de CO2 a serem liberados no meio ambiente.

De acordo com informações fornecidas por Michel Terpins, o Brasil é parte integrante tanto da Iniciativa 20×20, contribuindo com o restabelecimento de cinco milhões de hectares até 2020, como do Desafio de Bonn, onde promoverá a restauração e o reflorestamento de 12 milhões de hectares até 2030.

Rachel Biderman, Diretora Executiva da WRI, destacou que os 12 milhões de hectares a serem restaurados pelo Brasil poderão ajudar a “alcançar grandes reduções nas emissões para o Acordo de Clima de Paris”, assim atenuando efeitos das alterações climáticas.

Todos os acordos ambientais, naturalmente, visam promover a reversão máxima possível de perdas ocorridas nos ecossistemas do planeta. Por este motivo, alguns destes principais acordos mundiais exigem a restauração ecológica em âmbito global, buscando, também, garantir a subsistência de comida e água.

A Sociedade para a Restauração Ecológica define a restauração ambiental como “processo de ajuda à recuperação de um ecossistema degradado, danificado ou destruído”. Em resumo, pode-se dizer que este processo é o ato de devolver ao meio ambiente condições para seus cursos naturais, reproduz Michel Terpins.

No mercado desde 2009, a Floresvale Reflorestamento, dos sócios Rodrigo e Michel Terpins, vem atuando na manipulação de florestas de eucalipto para serraria no Vale do Paraíba, onde, com seus mais de 4.000 hectares de florestas manejadas, vem desenvolvendo um grande polo madeireiro sustentável e levando à região um grande potencial florestal.

 

This article was written by BeaC.