Minas Gerais possui uma das melhores taxas de Sobrevivência de empresas no Brasil

De acordo com o estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), “Sobrevivência das empresas no.

De acordo com o estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), “Sobrevivência das empresas no Brasil” – realizado com empreendimentos criados em 2012 e que continuaram no mercado até 2014 – Minas Gerais, com um percentual de sobrevivência correspondente a 77,4%, está entre os estados que apresentaram taxas maiores que a média nacional, que foi de 76,6%. “A cada 100 empresas mineiras que abriram em 2012, aproximadamente 23 fecharam as portas até o final de 2014”, ilustra a analista da Unidade de Inteligência Empresarial do Sebrae Minas, Venússia Santos.

Quem conquistou o primeiro lugar no ranking de sobrevivência das micro e pequenas empresas – entre as 454 cidades do país que tiveram 500 ou mais empresas abertas em 2012 – foi o município mineiro de Ouro Preto. Segundo dados do levantamento, de cada 100 empreendimentos da cidade, 86 seguiram no mercado após os dois primeiros anos de existência. Outras 35 cidades de Minas Gerais ficaram acima da média nacional.

A pesquisa do Sebrae ainda mostra que a taxa de sobrevivência dos pequenos negócios mineiros cresce ano a ano. Das empresas criadas em 2008, 59,5% mantiveram-se abertas nos dois primeiros anos. Das que surgiram em 2009 e 2010, 60,1% e 77,2%, respectivamente, continuaram em atividades pelos dois anos seguintes. A partir daí, foi observada uma estagnação do aumento da taxa de sobrevivência das empresas – 77,3% em 2011 e de 77,4% em 2012.

Os setores da Indústria e da Construção mineira foram os que tiveram as melhores taxas de sobrevivência, com 79,8% e 78,3%, respectivamente. Já o Comércio ficou em 77,5%, e Serviços, 76,3%.

O fechamento das portas

Conforme a pesquisa, alguns fatores se destacam quando o assunto é o encerramento das atividades das empresas no mercado. Estre eles está a pouca experiência no ramo, a falta de planejamento e o pouco tempo para planejar a empresa. Isso justifica-se principalmente por conta da abertura de negócios acontecer por necessidade, visto a alta taxa de desemprego do país.

Para Venússia Santos, “a sobrevivência ou a mortalidade da empresa é definida por uma série de fatores, que atuam de forma individual ou simultaneamente”. Os novos empreendedores, depois da abertura do negócio, encontraram diversas dificuldades gerenciais, não conseguiram empréstimos em bancos, além de não investirem no aperfeiçoamento do seus produtos ou serviços, bem como na capacitação da mão-de-obra, e deixarem de lado um rigoroso acompanhamento de receitas e despesas.

O estudo do Sebrae indica ainda que, para 31% dos empresários brasileiros que encerraram as atividades em 2014, as despesas com taxas e impostos, os custos e os juros foram os principais motivos para a conclusão das atividades. Para 29% dos entrevistados, também influenciaram para a mortalidade do negócio a baixa clientela e a forte concorrência. Além disso, problemas financeiros, inadimplência e falta de linhas de crédito (25%), e problemas de gestão e de administração (25%) contribuíram para o fechamento das portas.

 

 

This article was written by BeaC.