Os corais da Amazônia recém-descoberto já estão ameaçados

Uma nova campanha lançada pelo Greenpeace para defesa dos recifes de corais da Amazônia, que é um bioma único e.

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Uma nova campanha lançada pelo Greenpeace para defesa dos recifes de corais da Amazônia, que é um bioma único e pouco conhecido, porém já ameaçado devido às atividades das indústrias de petróleo.

No Rio Amazonas que se encontra mais ao norte do Brasil, existe um tesouro natural que foi descoberto recentemente, em uma região que ninguém poderia imaginar, quase sem nenhuma luz e na superfície barrenta das águas trazidas do rio amazonas, encontram-se os recifes de corais. Encontrar um recife com rica vida marinha e diversificada era quase improvável naquela região.

Mas é ali que os recifes de corais sobrevivem na Amazônia, que foi considerado um caso único na natureza e por isso é tão especial, com 9,5 mil quilômetros quadrados de formações, que contam com esponjas gigantes com 2 metros de comprimento e algas calcárias conhecidas como rodolitos.

Em abril a existência desses corais foram divulgadas por um grupo de cientista que consideram um novo bioma marinho, que vai do Brasil até a Guiana Francesa e terá seu estudo aprofundando sobre as espécies novas ali encontradas.

O local é próximo a fronteira de exploração petrolífera na Bacia da Foz do Rio Amazonas. As duas empresas que pretendem perfurar o território são a Total e a BP a fim de conhecer as reservas de petróleo. Em apenas 8 km do recife, é um ponto de pretensão da exploração pela Total que já está com os processos de licenciamento em andamento. Thiago Almeida, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil disse:“Queremos defender os corais e toda a região da Foz do Amazonas da ganância corporativa, que coloca o lucro na frente do meio ambiente”.

Uma atividade petrolífera nesse local traria riscos eminente de derramamento de petróleo, que é uma ameaça para os corais e todo o ecossistema em volta da Bacia da Foz do Amazonas. A região possui diversas espécies como peixe-boi-marinho, o tracajá e ariranha que correm riscos de extinção de acordo com a lista da União Internacional para a Conservação da Natureza publicado em 2014.

O objetivo é unir forças na proteção dos corais junto a uma campanha lançada pelo Greenpeace Brasil. Thiago Almeira diz que: “Vamos unir pessoas do mundo todo para dizer às empresas: desistam já dos planos de explorar petróleo perto dos corais”.

A primeira missão é mostrar esses corais ao mundo, e será feito uma expedição pela primeira vez, para verificação dos recifes debaixo d’água. A estação de trabalho e meio de transportes usados serão o Esperanza, que chegou ao Brasil a alguns dias. O maior navio ecológico do Greenpeace levará a equipe de especialistas em vida marinha, que pretendem ir as profundezas do Oceano Atlântico para observarem melhor. Um submarino será usado na exploração pela primeira vez para que possam ser vistos os corais embaixo da água.

 

This article was written by BeaC.