Sindicatos argentinos se revoltam contra a gestão do presidente Macri

Ao  assumir o comando da Argentina, em 2015, o presidente Mauricio Macri declarou que iria fazer com que a economia.

Ao  assumir o comando da Argentina, em 2015, o presidente Mauricio Macri declarou que iria fazer com que a economia argentina apresentasse sinais de melhora a partir do segundo semestre do ano de 2016. Contudo, apesar dessa data já ter passado, o país continua em crise e com índices ainda piores do que em 2015.

Em 2016, os índices de inflação chegaram a alcançar o patamar de 40%, em comparação aos 30% anteriores a posse de Macri, e o PIB (Produto Interno Bruto) da Argentina permanece em queda, tendo registrado uma retração de 1,8% em 2016.

Frente a esse cenário negativo, o governo de Macro estabeleceu uma nova data para que o país começasse a se recuperar economicamente, que seria no início de 2017. De acordo com as previsões governamentais, o PIB do país cresceria cerca de 3% ao ano e a inflação cairia para algo em torno de 15%.

Porém, até o momento nada disso aconteceu, o que tem feito com que o presidente Mauricio Macri seja duramente criticado pelos sindicatos argentinos. No último dia 7 de março, a Confederação Geral do Trabalho (CGT) foi as ruas e anunciou estar se preparando para uma greve geral a partir do mês de abril, como uma forma de protestar contra o atual governo.

De acordo com o secretário geral da organização, Juan Carlos Schmid, essa medida será adotada por vários setores, e demonstra toda a irritação do povo argentino contra as promessas não cumpridas por Macri.

Entre as reivindicações propostas pelo sindicato, está o pedido de que os salários sejam reajustados de acordo com a inflação altíssima que assola o país. Paralelamente, o governo sugeriu um reajuste bastante inferior ao da inflação real que supera a margem dos 40%. Além disso, a população também reivindica que as contas mais básicas, como de eletricidade, água e gás, parem de aumentar constantemente.

Durante o último governo, essas taxas recebiam subsídios governamentais que as mantinham baixas. Ao assumir a presidência, Macri acabou com esses subsídios, o que fez com que esses serviços básicos tivessem seus preços aumentados em até 700%. Com a chegada do inverno, muitos argentinos de classe baixa tem se preocupado em como poderão arcar com os custos necessários para manterem suas casas aquecidas. De acordo com o governo, essas taxas continuarão sendo reajustadas, porém de forma gradual.

Outra questão que também tem gerado revolta no país é em relação ao desemprego, que já alcançou o patamar de 8,5%, um aumento significativo quando comparado aos 5,9% registrados em 2015. Os índices de pobreza na Argentina também assustam. No ano de 2015, este era de aproximadamente 28,4%, já considerado bastante alto. Agora, o mesmo aumentou para mais de 30%, chegando a quase 33%.

 

This article was written by BeaC.