Só no primeiro semestre, cartões movimentaram R$ 580 bi, uma alta de 6,3%

Com crise ou sem crise, o brasileiro permanece sempre precisando consumir, e ainda que os tempos sejam difíceis, ele não.

Com crise ou sem crise, o brasileiro permanece sempre precisando consumir, e ainda que os tempos sejam difíceis, ele não deixa de lado os seus cartões, ao que parece. Ao menos é essa conclusão à qual podemos chegar, diante do levantamento divulgado pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), recentemente. Segundo essa associação, o setor de cartões totalizou, apenas considerando-se o primeiro semestre deste ano, 2017, um montante de R$ 580 bilhões, quantidade que é de fato maior, na proporção de 6,3%, em relação ao que foi visto no mesmo período dos seis primeiros meses do ano passado, 2016.

De números, vale destacar também a o resultado obtido quanto às transações, e isso sendo considerados não só os “plásticos de débito”, mas também os “plásticos de crédito”. Assim, foi alcançado o patamar de 6,4 bilhões, numa alta que representa 7,1%, usando-se a mesma base de comparação anterior. Então, considerados esses dados todos já citados, pode-se dizer que, do total, foi maior o uso da modalidade débito (3,5 bilhões) que dos cartões de crédito realmente (2,9 bilhões).

A avaliação desse fenômeno que foi feita por Fernando Chacon, atual presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), é a de que isso se dá por conta tanto do processo de inclusão financeira quanto do acesso a crédito. E Chacon ainda acrescentou ser a crença geral da associação que haverá uma continuação de maior uso do cartão de débito.

Por fim, é importante destacar ainda mais detalhes sobre os cartões de débito e, principalmente, de crédito, que não raras vezes são alvos de críticas e polêmicas das mais variadas. Pois bem, devemos observar que, do total movimentado por cartões no primeiro semestre deste ano, R$ 354 bilhões são referentes apenas aos cartões de crédito, o que por si só já implica num aumento de 5,1%, se considerarmos também o primeiro semestre, só que do ano passado, 2016. Em relação aos plásticos de débito, como não poderíamos deixar de citá-los, há o registro de R$ 226 bilhões totais, logo um aumento que chega, proporcionalmente, a 8,4%, e isso, é claro, usando-se da mesma base de comparação com o período equivalente no anterior.

This article was written by BeaC.