Versão final da BNCC é apresentada e segue para Conselho Nacional de Educação

O Ministério da Educação (MEC) apresentou, no último dia 6 de abril, a terceira versão da Base Nacional Comum Curricular.

O Ministério da Educação (MEC) apresentou, no último dia 6 de abril, a terceira versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para os níveis de ensino infantil e fundamental. Divulgado com atraso de quase um ano, pois sua previsão de entrega era para junho de 2016, o documento não abrange o ensino médio.

Elaborado com o objetivo de minimizar as desigualdades de ensino no país, a BNCC passa a ser ferramenta indispensável na construção de uma nova era da educação brasileira. O documento orientará mais de 190 mil escolas, definindo o que cada aluno deve aprender ano após ano. Países de primeiro mundo já utilizam bases nacionais para organizar seus sistemas de ensino.

A BNCC ainda necessita, para começar a vigorar, de aprovação pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e posterior homologação pelo ministro da Educação. Ainda assim, após a conclusão destas etapas, as mudanças só começarão a serem percebidas quando municípios e estados organizarem seus currículos – o prazo estipulado pelo MEC é de até dois anos a partir da homologação. Estes novos currículos é que irão detalhar as abordagens de metas e eixos da BNCC e seu uso em sala de aula.

Apesar do Brasil não possuir uma base comum, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, os Parâmetros Curriculares Nacionais e algumas normas federais já asseguravam certo grau de uniformidade na concepção dos currículos. A partir de agora, a BNCC será utilizada como referência obrigatória na construção dos projetos pedagógicos das escolas.

Uma proposta inicial havia sido elaborada por uma comissão composta por 116 profissionais de 37 universidades espelhadas pelo país. Entretanto, a versão preliminar causou polêmica por conter omissões acerca de disciplinas como literatura e história, em suas mais de 300 páginas. Uma segunda versão, com 676 páginas, contou com contribuições online e audiências públicas. Agora, após concluído numa versão mais enxuta, o documento apresentado ao CNE possui 396 páginas.

Maria Helena Guimarães de Castro, secretária executiva do MEC, exaltou o trabalho e afirmou que sua implementação poderá variar de acordo com os currículos elegidos pelas unidades de ensino. Ainda segundo Maria Helena: “Pela primeira vez, o Brasil terá uma base que define o conjunto de aprendizagens essenciais a que todos os estudantes têm direito na educação básica”.

Pontos importantes da BNCC

Na terceira versão, as disciplina de Ensino religioso foi excluída. Segundo o MEC, ficará a cargo dos sistemas municipais e estaduais a incumbência de regulamentá-la;

Os conteúdos relacionados à disciplina de história serão organizados de acordo com a sequência cronológica dos fatos;

O ensino da Língua Inglesa passa a ser obrigatório;

De acordo com as metas do BNCC, até o 2º ano, todos os alunos devem estar plenamente alfabetizados.

 

This article was written by BeaC.